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terça-feira, 20 de outubro de 2009

O fax da TVI

lendo aquele fax só me deu vontade de rir, se querem entalar o Sócrates ao menos que tivessem pedido a um inglês a sério para o escrever... Alguns exemplos:

a)"strietly" diz-se "strictly",
b)"a environmental" diz-se "an environmental"....
c) um inglês nunca mas NUNCA utilizaria "Eng. José Sócrates" porque "Eng" não é um título em inglês nem nunca é utilizado. Em inglês britânico neste caso utilizar-se-ia "Mr" sem sequer tem um ponto a seguir à abreviatura.
d)"I hope you may find helpful" e não "I hope you made find helpful"
e)"It's purpose" é "Its purpose" sem o apóstrofo


Enfim, o resto do fax vem numa salgalhada de inglês "macarrónico" que até mete dó.Uma vergonha isto.... vejo o dedinho da Moura Guedes????.... Mais uma grande mentira mediática.

sábado, 17 de outubro de 2009

Maitê Proença e o humor.

A Maitê Proença apenas tenho uma coisa a dizer: O humor tem um e um só limite.. esse limite é o bom gosto.

Há anos que uma panóplia de artistas brasileiros, mais e menos conhecidos, vêm a Portugal onde são calorosamente recebidos em tudo que é teatro ou sala de concertos - na maioria das vezes estas produções brasileiras recebem ovações em pé (em todas as peças que assisti foi o caso) mesmo sem serem assim tão merecidas quanto isso em muitos dos casos.

Isto contrasta drasticamente com a falta de receptividade de produções portuguesas no Brasil (praticamente inexistentes, ou quando mostradas, vão legendadas, como se a nossa língua não fosse a deles).

Acho que a nossa forma calorosa de receber os brasileiros deveria ser uma lição para todos els .. talvez aprendam a fazer o mesmo connosco um dia por lá...

E até lá fica mal a uma artista como Maitê Proença, tão bem recebida pelos portugueses, fazer as figurinhas tristes que fez em frente a uma câmara.

Se eu fosse a ela teria vergonha, muita vergonha...

terça-feira, 29 de setembro de 2009

E a montanha pariu o rato (palminhas, palminhas!!)

Afinal eu tinha razão! (é sempre bom saber que se tem razão!)

Cavaco Silva produziu um discurso críptico, sem qualquer valor factual, a não ser a confirmação de que também ele foi acometido pela doença da "paranóia colectiva", que pelos vistos afectou metade da sua Casa Civil, e ainda mais alguns direitistas de carteirinha, para além dele próprio obviamente.

Mas vamos por partes - primeiro vamos aos factos:

1) Cavaco confirma que o seu nome foi utilizado indevidamente por Fernando Lima e daí vem o seu afastamento;
2) Não houve escutas nenhumas, apenas uma TOTAL e COMPLETA crise paranóica.

Estes são os únicos dois factos que se podem retirar das declarações do Presidente.

Em seguida, vamos procurar analisar algumas das afirmações do Nosso Presidente contidas na sua declaração de hoje:

a) O primeiro facto que aprendemos foi que o Sr. Presidente foi profundamente incomodado nas suas férias, por uns tipos horríveis do PS, como se isso não fizesse parte do seu cargo. Esta afirmação denota arrogância e pretenciosismo, e até mesmo preguiça. Cavaco foi eleito para estar SEMPRE disponível para os portugueses.

b) Cavaco Silva acusou o PS de o procurar "encostar" ao PSD. Hello, Cavaco???? Ninguém precisa de o encostar ao PSD, todos nós sabemos que o sr. É do PSD, se não mesmo que É o PSD ou, pelo menos, foi o PSD. Se de facto foi confrontado por membros do PS para se pronunciar, porque não ignorou simplesmente o facto, ou os convocou para se explicarem, ou convocou até mesmo uma conferência de imprensa? O ultimato de que fala parece-me um exagero disparatado, o Sr. Presidente não é obrigado obviamente a responder a nada. Esta afirmação denota um profundo mal-estar com a presença de um partido que não o seu no governo.

c) Fala da tentativa de o puxar para a propaganda politico-partidária e de tentarem manipular a opinião pública, mas a manchete do Público de 18 de Agosto não teve o mesmo efeito, se não mesmo pior? Porque preferiu omitir por completo o comportamento do jornal o Público? Teve algo a ver com a publicação desta notícia? Esta afirmação denota parcialidade por parte do Presidente da República.

d) Afirma que não há crime em alguém sentir "desconfiança" das afirmações de outrém. Ora, da mesma forma que não há crime em se sentir desconfiança das afirmações de outrém, também não há crime em que esse outrém se defenda das acusações de desconfiança, e queira limpar o seu bom nome! Esta afirmação é aliás um pouco pobre e supérflua. Utilizar do senso-comum popular não fica bem a um Presidente, do qual se exige um discurso mais elevado e racional. Esta afirmação denota falta de nível intelectual por parte do Presidente da República

e) Afirma ainda que existem "vulnerabilidades" no sistema informático de Belém... Nas afirmações que fez fica evidente que o Sr. Presidente da República deve entender muito pouco se não mesmo NADA de informática, de emails, etc. Não que seja grave, mas se não percebe nada, mais vale ficar calado. O que tem a ver a circulação de um email interno do Público com a vulnerabilidade ou não do sistema informático de Belém????

f) O presidente afirma que deixou para depois das eleições de domingo as pretensas "explicações" para evitar interferir na campanha eleitoral - apesar de o fazer agora acabando por interferir noutra campanha eleitoral. Será que o Sr. Presidente, que devia de facto ser isento, acha que as Autárquicas não são igualmente importantes para o "Superior Interesse Nacional"? Se o Sr. Presidente acha que trazer este assunto para a comunicação social no passado mês de Agosto foi uma tentativa de manipulação, não podem ser as suas declarações de agora uma evidente tentativa de manipulação também do acto eleitoral que se avizinha? Isto é muito grave.

Finalmente, muito ficou por explicar e, principalmente, o que fica do discurso e do comportamento de Cavaco, é que não é de facto imparcial como afirma ser, e que permite uma ligação "perigosa" entre os seus assessores e a Imprensa, em nome de uma pretensa "lealdade" que tem a esses mesmos assessores, e que devia estar abaixo dos interesses da Nação.

Outra palavra que ficou totalmente ausente no seu discurso foi a palavra "escutas"...

Enfim, a montanha pariu o rato, lá no PSD e nos sindicatos de profes bateram todos muitas palminhas e a telenovela continua... mais uma vez em prol dos verdadeiros problemas da nação e dos problemas das localidades.

Sobretudo, o comportamento de Cavaco ficou muito aquém daquele que deve ser o comportamento de um Presidente da República. Cavaco deu uma no cravo, outra na ferradura. Se por um lado diz que opta por não interferir na campanha política, este discurso demonstra que não tem quaisquer problemas em interferir directamente na política (mesmo que não na campanha legislativa, e apesar de o fazer em plena campanha para as Autárquicas) nacional, ao demonstrar parcialidade e ambiguidade nas suas declarações e ao atacar directamente membros do partido de Governo, que terá de convidar a formar novo Governo daqui a duas semanas.

Que saudades de Jorge Sampaio!

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

O PSD acaba como começa: com mentiras

Como é que um partido que aceita e apoia a vergonha que se vive na Madeira (que vive sob os auspícios de uma ditadura, em todos os sentidos da palavra) tem a CORAGEM de fazer um discurso deste género?

É de uma hipocrisia quase surreal...

O PSD acaba assim a sua campanha como começou: com as frases que sugerem, com as frases insinuadas, com as acusações infundadas, com as falsidades e as mentiras, com as difamações em praça pública, com aquilo que realmente é o seu programa eleitoral: o maior embuste democrático desde o 25 de Abril.

A manipulação da comunicação social tornou-se insuportável

Ainda há dias chamei a atenção para a situação terrível de asfixia democrática que se vive no Concelho de Gondomar que foi largamente escamoteada pela comunicação social, que "abafou" praticamente o caso.

Agora, a 24 horas da campanha, surge mais uma notícia populista e sensacionalista no Público online.. A CDU acusa o PS local de impedir a realização de um comício num teatro, em Braga.

O que é preocupante é que já algo semelhante havia acontecido À CDU aqui há uns dias por parte de uma câmara de direita, e este caso foi outra vez escamoteado pelos media.

Ainda mais preocupante é a situação insuportável que se vive em Gondomar, e do qual ninguém quis falar.

A comunicação social em Portugal, e em particular o jornal o Público chegaram ao ponto mais baixo da sua existência. O jornalismo em Portugal é irresponsável. Uma vergonha.

Mais uma inventona...

Já repararam que agora o Público vive das notícias dos outros? Ontem foi o dia todo com aquela inventona do José Lello feita pelo Aníbal Amaral.. hoje vai ser o dia todo com mais esta fantochada agora "plantada" pelo Expresso.

Como é óbvio não há escutas nenhumas - e isto é a tentativa final de prejudicar o PS , pena é que como todas as outras o tiro lhes vai sair pela culatra.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Os palhaços também têm tempo de Antena!

Parece que agora os palhaços também têm tempo de Antena em Portugal!

O jornalismo em Portugal - acredito eu - atingiu o seu mais baixo nível de sempre. Nunca vi uma tentativa tão baixa e tão grave de difamação de políticos em Portugal, num ataque sem precedentes da oposição ao governo. Começou como começou, foi-lhe descoberta a careca, mas parece que tentam voltar ao contra-ataque..

Será que pensam que os portugueses são estúpidos? O grande problema das pessoas por trás deste tipo de oposição, e tenho repetido isto muitas vezes, é que passam um atestado de burrice aos portugueses, e ainda não perceberam que a opinião pública não está com eles...

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Quem se mete com os professores, leva

O comentário do dia (do Público online):

23.09.2009 - 22h10 - Anónimo, Algures perto do magalhães

Só visto. Se o governo andasse a distribuir os últimos magalhães dias antes das eleições, fuzilavam o Sócrates, porque andaria só a fazer propaganda. Como o governo não anda a distribuir magalhães á pressa, fuzilam o Sócrates na mesma. Nunva vi tanto troca-tintas no PSD.


Nem mais, palavras para quê!

Valentim Loureiro e a asfixia democrática.

Já é mais do que conhecida a forma como Valentim Loureiro faz "política".

Valentim Loureiro é um dos exemplos máximos da ala "populista" do PSD - já todos ouvimos falar dos electrodomésticos oferecidos a eleitores, e coisas do género.

O que é estranho é que numa campanha eleitoral em que o PSD tem apostado nas acusações de asfixia democrática - acusações estas que são imediatamente repetidas e divulgadas a bandeiras despregadas pelos media - que este caso, este caso e este caso, que ocorrem paralelamente à campanha tenham sido largamente escamoteados pelos principais meios de comunicação social do país.

Estamos frente a um caso sério e real de asfixia democrática num dos concelhos mais habitados do país, onde a oposição ao PSD é claramente perseguida, impedida de fazer propaganda, impedida de falar, impedida de se exprimir.

Gostava que todos pensássemos nisso. É difícil perceber a razão por detrás deste grande "esquecimento" por parte da comunicação social em Portugal.

A situação que se vive em Gondomar é preocupante, e não deve ser ignorada.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

A notícia do DN

Da notícia do Diário de Notícias, parece-me que podemos tirar as seguintes conclusões:

- O DN tem em seu poder mais documentos sobre este caso como fica patente em:

Este e-mail é apenas um dos vários documentos a que o DN teve acesso, cujo conteúdo se refere a questões internas do jornal.

- Foi aparentemente consensual entre os diversos interlocutores que tudo não passaria de "paranoia" - o que levanta a questão do porquê da notícia ter vindo a público um ano depois.

- O próprio provedor dos leitores do Público vei a público confirmar que nenhuma das suspeitas era passível de ser confirmada.

No Público online de hoje podemos ler que o Presidente se está pouco importando com isto. Nenhum político está, na verdade, mesmo depois de os termos ouvido a todos. Isto, como tantos outros casos, é uma fabricação mediática. Às vezes parece que vivemos na América Latina!

Conclusão: As alegadas "escutas" ou "espianço" parecem mesmo isso - um caso de paranóia colectiva. Para que iria o governo espiar desta forma o Presidente? Parece-me completamente estapafúrdio. Concordo com o Louçã, um caso de telenovela mexicana.

Voltemos à política normal. Please.