Afinal eu tinha razão! (é sempre bom saber que se tem razão!)
Cavaco Silva produziu um discurso críptico, sem qualquer valor factual, a não ser a confirmação de que também ele foi acometido pela doença da "paranóia colectiva", que pelos vistos afectou metade da sua Casa Civil, e ainda mais alguns direitistas de carteirinha, para além dele próprio obviamente.
Mas vamos por partes - primeiro vamos aos factos:
1) Cavaco confirma que o seu nome foi utilizado indevidamente por Fernando Lima e daí vem o seu afastamento;
2) Não houve escutas nenhumas, apenas uma TOTAL e COMPLETA crise paranóica.
Estes são os únicos dois factos que se podem retirar das declarações do Presidente.
Em seguida, vamos procurar analisar algumas das afirmações do Nosso Presidente contidas na sua declaração de hoje:
a) O primeiro facto que aprendemos foi que o Sr. Presidente foi profundamente incomodado nas suas férias, por uns tipos horríveis do PS, como se isso não fizesse parte do seu cargo. Esta afirmação denota arrogância e pretenciosismo, e até mesmo preguiça. Cavaco foi eleito para estar SEMPRE disponível para os portugueses.
b) Cavaco Silva acusou o PS de o procurar "encostar" ao PSD. Hello, Cavaco???? Ninguém precisa de o encostar ao PSD, todos nós sabemos que o sr. É do PSD, se não mesmo que É o PSD ou, pelo menos, foi o PSD. Se de facto foi confrontado por membros do PS para se pronunciar, porque não ignorou simplesmente o facto, ou os convocou para se explicarem, ou convocou até mesmo uma conferência de imprensa? O ultimato de que fala parece-me um exagero disparatado, o Sr. Presidente não é obrigado obviamente a responder a nada. Esta afirmação denota um profundo mal-estar com a presença de um partido que não o seu no governo.
c) Fala da tentativa de o puxar para a propaganda politico-partidária e de tentarem manipular a opinião pública, mas a manchete do Público de 18 de Agosto não teve o mesmo efeito, se não mesmo pior? Porque preferiu omitir por completo o comportamento do jornal o Público? Teve algo a ver com a publicação desta notícia? Esta afirmação denota parcialidade por parte do Presidente da República.
d) Afirma que não há crime em alguém sentir "desconfiança" das afirmações de outrém. Ora, da mesma forma que não há crime em se sentir desconfiança das afirmações de outrém, também não há crime em que esse outrém se defenda das acusações de desconfiança, e queira limpar o seu bom nome! Esta afirmação é aliás um pouco pobre e supérflua. Utilizar do senso-comum popular não fica bem a um Presidente, do qual se exige um discurso mais elevado e racional. Esta afirmação denota falta de nível intelectual por parte do Presidente da República
e) Afirma ainda que existem "vulnerabilidades" no sistema informático de Belém... Nas afirmações que fez fica evidente que o Sr. Presidente da República deve entender muito pouco se não mesmo NADA de informática, de emails, etc. Não que seja grave, mas se não percebe nada, mais vale ficar calado. O que tem a ver a circulação de um email interno do Público com a vulnerabilidade ou não do sistema informático de Belém????
f) O presidente afirma que deixou para depois das eleições de domingo as pretensas "explicações" para evitar interferir na campanha eleitoral - apesar de o fazer agora acabando por interferir noutra campanha eleitoral. Será que o Sr. Presidente, que devia de facto ser isento, acha que as Autárquicas não são igualmente importantes para o "Superior Interesse Nacional"? Se o Sr. Presidente acha que trazer este assunto para a comunicação social no passado mês de Agosto foi uma tentativa de manipulação, não podem ser as suas declarações de agora uma evidente tentativa de manipulação também do acto eleitoral que se avizinha? Isto é muito grave.
Finalmente, muito ficou por explicar e, principalmente, o que fica do discurso e do comportamento de Cavaco, é que não é de facto imparcial como afirma ser, e que permite uma ligação "perigosa" entre os seus assessores e a Imprensa, em nome de uma pretensa "lealdade" que tem a esses mesmos assessores, e que devia estar abaixo dos interesses da Nação.
Outra palavra que ficou totalmente ausente no seu discurso foi a palavra "escutas"...
Enfim, a montanha pariu o rato, lá no PSD e nos sindicatos de profes bateram todos muitas palminhas e a telenovela continua... mais uma vez em prol dos verdadeiros problemas da nação e dos problemas das localidades.
Sobretudo, o comportamento de Cavaco ficou muito aquém daquele que deve ser o comportamento de um Presidente da República. Cavaco deu uma no cravo, outra na ferradura. Se por um lado diz que opta por não interferir na campanha política, este discurso demonstra que não tem quaisquer problemas em interferir directamente na política (mesmo que não na campanha legislativa, e apesar de o fazer em plena campanha para as Autárquicas) nacional, ao demonstrar parcialidade e ambiguidade nas suas declarações e ao atacar directamente membros do partido de Governo, que terá de convidar a formar novo Governo daqui a duas semanas.
Que saudades de Jorge Sampaio!
Mostrar mensagens com a etiqueta parvoíce. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta parvoíce. Mostrar todas as mensagens
terça-feira, 29 de setembro de 2009
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
O delírio chegou à campanha ...
Depois dos escândalos todos que envolvem o Público, o PSD, e toda a máquina de invenções de notícias por trás de uma campanha suja e cheia de "inventonas", o Público e a TSF anunciam agora uma notícia delirante e confusa que refere acusações feitas por um tal de Aníbal Araújo que foi expulso pelo partido em 2007 depois de uma série de situações confusas e comprometedoras..
Só gostaria de perguntar ao Sr. José Manuel Fernandes e Co. se se lembram da história do Pedro e do lobo? Estão à espera que a opinião pública caia agora? Andam a brincar com isto tudo certamente...
Já há três dias que alguns sectores jornalísticos andam a tentar "dar a volta" à situação confrangedora em que se meteu o principal opositor do governo, o PSD. Primeiro veio o caso do Juiz Rui Teixeira, depois a estupidez dos Magalhães ... nada disso pega caros amigos, os portugueses NÃO SÃO ESTÚPIDOS.. vai demorar muito até perceberem???
Só gostaria de perguntar ao Sr. José Manuel Fernandes e Co. se se lembram da história do Pedro e do lobo? Estão à espera que a opinião pública caia agora? Andam a brincar com isto tudo certamente...
Já há três dias que alguns sectores jornalísticos andam a tentar "dar a volta" à situação confrangedora em que se meteu o principal opositor do governo, o PSD. Primeiro veio o caso do Juiz Rui Teixeira, depois a estupidez dos Magalhães ... nada disso pega caros amigos, os portugueses NÃO SÃO ESTÚPIDOS.. vai demorar muito até perceberem???
Etiquetas:
campanha eleitoral,
campanha negra,
paranoia colectiva,
parvoíce
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
O país dos bufos no seu melhor....

Entretanto, no país dos bufos....
O ex-militante do CDS-PP que inventou a carta, "anónima" claro, agora constituiu-se a si mesmo "assistente" no processo. Este grande "bufo" que sempre, e cobardemente, se procurou esconder no anonimato, demonstra o tipo de mentalidade pidesca que tem. Um cidadão assoberbado que chama a si a "moral e os bons-costumes" para combater o "mal". O mal (mal) inventado por ele, claro.
A mentalidade de bufo persegue-nos desde o fim da Ditadura - ao fim de tantas décadas de democracia, já devíamos ter conseguido acabar com isto - mas parece que não.
Num país afecto a histerias colectivas, este tipo de denúncias mal feitas, que não teriam consequências em mais nenhum país, tornam-se o pão nosso de cada dia - minando a nossa democracia, as nossas liberdades, o nosso bem-estar.
O ex-militante do CDS-PP que inventou a carta, "anónima" claro, agora constituiu-se a si mesmo "assistente" no processo. Este grande "bufo" que sempre, e cobardemente, se procurou esconder no anonimato, demonstra o tipo de mentalidade pidesca que tem. Um cidadão assoberbado que chama a si a "moral e os bons-costumes" para combater o "mal". O mal (mal) inventado por ele, claro.
A mentalidade de bufo persegue-nos desde o fim da Ditadura - ao fim de tantas décadas de democracia, já devíamos ter conseguido acabar com isto - mas parece que não.
Num país afecto a histerias colectivas, este tipo de denúncias mal feitas, que não teriam consequências em mais nenhum país, tornam-se o pão nosso de cada dia - minando a nossa democracia, as nossas liberdades, o nosso bem-estar.
Etiquetas:
bufos,
campanha eleitoral,
cidadania,
paranoia colectiva,
parvoíce
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
Mais uma notícia populista do PUBLICO
O jornal PUBLICO tem-nos habituado à sua campanha anti-Sócrates. Tudo bem, mas a publicação de não-notícias é nefasta e irresponsável por parte de alguns jornalistas que por lá trabalham (neste caso Joana Amaral Cardoso, Margarida Gomes, Leonete Botelho).
Numa notícia publicada recentemente, podemos ler que os actores do "Vai tudo abaixo" foram corridos a pontapé pelos "vis" socialistas, que são tão mauzinhos que até mete dó e nojo. Que está aliás em sintonia com o que os propagandistas populistas têm andado a fazer recentemente em Portugal.
Em primeiro lugar, é preciso dizer o seguinte: o "Vai tudo abaixo" é um programa de humor radical, e que a ideia é mesmo essa, gerar caos e criar confusão.
De forma que publicar isto, ou é uma tentativa de fazer publicidade ao programa "Vai tudo abaixo", ou é propaganda política.
Eu opto pela segunda hipótese. Esta notícia não é mais do que um chorrilho de acusações incomprováveis e improváveis, que pretende apenas catalogar os "socialistas" de brutos e insensíveis brutamontes , que até bateram nos meninos de tão maus que são.
Convenhamos, havia mil e uma maneiras de publicar esta notícia. Sendo que a mais normal a meu ver seria do género "Actores do Vai tudo abaixo filmam mais um sketch em comício socialista". Isenta, sem conotações, sem populismos. Porque não foi esta forma a escolhida? Qual a "agenda escondida" por trás desta notícia, sras. jornalistas?
Por isso mesmo, obrigado PUBLICO, por mais uma excelente NÃO-notícia propagandística. Enquanto isso, o país pede reformas. Vamos ver quanto tempo vai ficar a notícia como manchete online do Jornal Público.
Numa notícia publicada recentemente, podemos ler que os actores do "Vai tudo abaixo" foram corridos a pontapé pelos "vis" socialistas, que são tão mauzinhos que até mete dó e nojo. Que está aliás em sintonia com o que os propagandistas populistas têm andado a fazer recentemente em Portugal.
Em primeiro lugar, é preciso dizer o seguinte: o "Vai tudo abaixo" é um programa de humor radical, e que a ideia é mesmo essa, gerar caos e criar confusão.
De forma que publicar isto, ou é uma tentativa de fazer publicidade ao programa "Vai tudo abaixo", ou é propaganda política.
Eu opto pela segunda hipótese. Esta notícia não é mais do que um chorrilho de acusações incomprováveis e improváveis, que pretende apenas catalogar os "socialistas" de brutos e insensíveis brutamontes , que até bateram nos meninos de tão maus que são.
Convenhamos, havia mil e uma maneiras de publicar esta notícia. Sendo que a mais normal a meu ver seria do género "Actores do Vai tudo abaixo filmam mais um sketch em comício socialista". Isenta, sem conotações, sem populismos. Porque não foi esta forma a escolhida? Qual a "agenda escondida" por trás desta notícia, sras. jornalistas?
Por isso mesmo, obrigado PUBLICO, por mais uma excelente NÃO-notícia propagandística. Enquanto isso, o país pede reformas. Vamos ver quanto tempo vai ficar a notícia como manchete online do Jornal Público.
Etiquetas:
campanha eleitoral,
humor negro,
parvoíce,
populismo,
Publico
Subscrever:
Mensagens (Atom)