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sexta-feira, 18 de setembro de 2009

O Porto do PSD...



Em notícia divulgada hoje no DN, aprendemos algo triste e desesperante, que no fundo já todos sabíamos, mas que procurávamos que nos passasse ao lado, e que é o agoniante abandono das grandes cidades (neste caso o Porto) em prol dos subúrbios circundantes. Se o caso em Lisboa é preocupante, no Porto é exasperante.

Por razões associadas à sua própria área enquanto concelho, até à forma como está organizada a Área Metropolitana do Porto (com o Porto de mar em Matosinhos e o Aeroporto na Maia, por exemplo) o êxodo em massa das classes médias dos centros para a periferia fizeram do Porto uma cidade deserta... onde é por vezes de facto triste caminhar.

Rui Rio pouco fez, tem feito, ou fará para inverter esta tendência, porque convenhamos Rui Rio não faz absolutamente nada, é um homem sem visão, sem mensagem, sem ideias. Pergunto-me às vezes o que de facto fará este homem quando se senta na cadeira da Presidência de Câmara...

O Porto é a segunda cidade do país e necessita de alguém com visão, com dinamismo, com capacidade de modernizar a cidade e voltar a atrair para ela investimento e pujança. Obviamente que o Porto tem de estar e estará provavelmente ainda mais integrado na respectiva Área Metropolitana.

Mas custa perceber às vezes como é possível os grandes centros comerciais da periferia estarem a abarrotar de gente, enquanto que zonas nobres da cidade, como a Praça da República, entre outras, chegando as 8 horas da noite, fiquem completamente desertas.

O Porto precisa deste investimento em transportes. No âmbito da modernização da UE na melhoria da mobilidade dos seus cidadãos, a cidade precisa de se impor e de se colocar no mapa. Desta forma, a ligação TGV Porto-Vigo é essencial (com estação no Aeroporto), assim como a ligação Porto-Lisboa, que será dentro de poucos anos a Artéria Aorta seguramente das conexões entre as duas grandes cidades, a Artéria Aorta do país.