Noticia o Público que os bolseiros de investigação se vão manifestar já na próxima quarta-feira em frente à Assembleia da República, exigindo um aumento das bolsas e diminuição da precariedade das bolsas (acesso à Segurança Social, ou 13º mês, por exemplo).
Apesar de concordar com as reivindicações, ou não tivesse eu também sido um bolseiro no passado, discordo completamente do timing escolhido para o efeito.
Desta forma aquilo que deveria passar como uma vontade séria de lutarem pelo fim à precariedade, a "luta dos bolseiros" será apenas uma voz na campanha, perder-se-á no meio de tantas outras que por aí andam agora.
E tenho pena disso, claro.
De salientar que estou quase em total acordo com a política de incentivo a bolsas da FCT/Ministério da Ciência. Convenhamos que os valores das bolsas são, mesmo sem aumentos há 8 anos, ainda competitivos a nível europeu em termos de valor total, por exemplo.
Apesar de não discordar que algum tipo de regime com a Segurança Social deveria ser acordado, como é o caso de inúmeros países incluindo recentemente a Espanha.
Uma das políticas seguidas foi atribuir o maior número de bolsas ao maior número de candidatos possível - com mérito suficiente para destas usufruírem - a pergunta no entanto fica, diminuir os números de bolseiros a quem é atribuida bolsa do género anualmente, ou aumentar os valores? Fica a pergunta. Por um lado se aumentam o valor das bolsas menos oportunidades ficarão para outros jovens que delas queiram usufruir, por outro os jovens que dela usufruem têm de facto direito a Segurança Social como qualquer outro trabalhador. Penso que a solução estará algures no meio termo, e estou seguro que no futuro as coisas se modificarão.
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sexta-feira, 18 de setembro de 2009
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