Da notícia do Diário de Notícias, parece-me que podemos tirar as seguintes conclusões:
- O DN tem em seu poder mais documentos sobre este caso como fica patente em:
Este e-mail é apenas um dos vários documentos a que o DN teve acesso, cujo conteúdo se refere a questões internas do jornal.
- Foi aparentemente consensual entre os diversos interlocutores que tudo não passaria de "paranoia" - o que levanta a questão do porquê da notícia ter vindo a público um ano depois.
- O próprio provedor dos leitores do Público vei a público confirmar que nenhuma das suspeitas era passível de ser confirmada.
No Público online de hoje podemos ler que o Presidente se está pouco importando com isto. Nenhum político está, na verdade, mesmo depois de os termos ouvido a todos. Isto, como tantos outros casos, é uma fabricação mediática. Às vezes parece que vivemos na América Latina!
Conclusão: As alegadas "escutas" ou "espianço" parecem mesmo isso - um caso de paranóia colectiva. Para que iria o governo espiar desta forma o Presidente? Parece-me completamente estapafúrdio. Concordo com o Louçã, um caso de telenovela mexicana.
Voltemos à política normal. Please.
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
A notícia do DN
Reproduzo aqui a notícia do DN:
'E-mail' denuncia que Fernando Lima, assessor de Cavaco, entregou ao 'Público' um 'dossier' sobre as suspeitas de espionagem do Governo a Belém. (ÁUDIO - Reacção do Director do Público)
As suspeitas de escutas por parte do gabinete do primeiro-ministro à Presidência da República foram levantadas por Fernando Lima, assessor de imprensa e homem de confiança de Cavaco Silva. Lima terá, segundo documentos a que o DN teve acesso, procurado o jornalista do Público Luciano Alvarez, segundo este último, em nome do próprio Presidente. Num encontro, que terá decorrido em Abril de 2008, "num café discreto da Av. de Roma", o assessor de Belém entregou a Luciano Alvarez um dossier sobre Rui Paulo de Figueiredo, adjunto jurídico de José Sócrates, cujo comportamento levantou suspeitas aquando da visita de Cavaco Silva à Madeira. Lima estaria convencido que este adjunto de Sócrates integrou a comitiva para "observar, o mais dentro possível, os passos da visita do Presidente e o modo de funcionamento interno do staff presidencial".
Todas estas informações constam de um e-mail enviado por Alvarez ao correspondente na Madeira, Tolentino de Nóbrega, no qual relata o encontro com Fernando Lima e sugere que até seria bom que a história viesse da Madeira, para que o ónus não recaísse sobre a Presidência: "O Lima sugere e eu acho bem duas perguntas para o início do trabalho (até porque a eles também interessa que isto comece na Madeira para não parecer que foi Belém que passou esta informação, mas sim alguém ligado ao Jardim)."
Este e-mail é apenas um dos vários documentos a que o DN teve acesso, cujo conteúdo se refere a questões internas do jornal. Contactado ontem pelo DN, o editor do Nacional do Público nega a existência do mail. "É tudo forjado", disse Luciano Alvarez. Já Tolentino de Nóbrega não quis comentar "assuntos internos do jornal". Mas o DN verificou a autenticidade da correspondência junto de um dos envolvidos (ver nota da direcção).
Nesse e-mail de 23 de Abril de 2008, Alvarez refere-se ao assunto - que prefere tratar via net porque "nem os homens do Presidente da República arriscam a falar por telefone" - como a possível bomba atómica, se a história for confirmada. Admitindo que tudo não passe de "paranóia dos do PR e do Lima", faz questão de frisar que "não deixa de ser grave que o PR pense isto e que ande a passar informação ao Público, manifestando grande vontade da história vir a público." Desde que o diário dirigido por José Manuel Fernandes divulgou o caso, o que só aconteceu em Agosto deste ano, 17 meses depois, não houve qualquer desmentido da Presidência da República. Nem depois de Francisco Louçã, líder do Bloco de Esquerda, ter dito na reportagem da SIC "Como nunca os viu" que a fonte das escutas é Fernando Lima (ver pág. 3). Dos envolvidos nas alegadas escutas, só Sócrates comentou o assunto, para o classificar de "disparate de Verão".
Tolentino de Nóbrega respondeu ao mail de Alvarez a 5 de Maio de 2008. Nessa mensagem deita por terra as desconfianças de Belém: "Conforme disse em contacto telefónico, feito na semana passada, julgo que tudo isto não passa, como admitiste, de paranóia do PR & Lima". O correspondente no Funchal descreve, depois, exaustivamente, os passos que deu para tentar confirmar a que título e como Rui Paulo de Figueiredo esteve presente nas cerimónias da visita do Presidente da República à região autónoma.Quase um ano e meio depois, o jornal publica a manchete a dar conta das alegadas escutas por parte do gabinete de Sócrates a Belém, sustentando, um dia depois, notícia da véspera com as suspeitas à volta da presença de Rui Paulo de Figueiredo no Funchal. No último domingo, o assunto foi tema de um artigo crítico do Provedor dos Leitores do 'Público', Joaquim Vieira, no qual se ficou a saber, pela primeira vez, que Tolentino de Nóbrega tinha informado o editor do jornal que não conseguira confirmar qualquer das informações, inclusive num contacto pessoal com o assessor de Sócrates. Nesse artigo, Vieira anuncia voltar ao caso este fim-de-semana. O assunto está também nas mãos do Conselho Editorial do diário.
O DN tentou ontem, ao longo do dia, o contacto com o director do 'Público', José Manuel Fernandes, bem como com o assessor de imprensa do Presidente, Fernando Lima, mas nenhum respondeu aos nossos contactos.
'E-mail' denuncia que Fernando Lima, assessor de Cavaco, entregou ao 'Público' um 'dossier' sobre as suspeitas de espionagem do Governo a Belém. (ÁUDIO - Reacção do Director do Público)
As suspeitas de escutas por parte do gabinete do primeiro-ministro à Presidência da República foram levantadas por Fernando Lima, assessor de imprensa e homem de confiança de Cavaco Silva. Lima terá, segundo documentos a que o DN teve acesso, procurado o jornalista do Público Luciano Alvarez, segundo este último, em nome do próprio Presidente. Num encontro, que terá decorrido em Abril de 2008, "num café discreto da Av. de Roma", o assessor de Belém entregou a Luciano Alvarez um dossier sobre Rui Paulo de Figueiredo, adjunto jurídico de José Sócrates, cujo comportamento levantou suspeitas aquando da visita de Cavaco Silva à Madeira. Lima estaria convencido que este adjunto de Sócrates integrou a comitiva para "observar, o mais dentro possível, os passos da visita do Presidente e o modo de funcionamento interno do staff presidencial".
Todas estas informações constam de um e-mail enviado por Alvarez ao correspondente na Madeira, Tolentino de Nóbrega, no qual relata o encontro com Fernando Lima e sugere que até seria bom que a história viesse da Madeira, para que o ónus não recaísse sobre a Presidência: "O Lima sugere e eu acho bem duas perguntas para o início do trabalho (até porque a eles também interessa que isto comece na Madeira para não parecer que foi Belém que passou esta informação, mas sim alguém ligado ao Jardim)."
Este e-mail é apenas um dos vários documentos a que o DN teve acesso, cujo conteúdo se refere a questões internas do jornal. Contactado ontem pelo DN, o editor do Nacional do Público nega a existência do mail. "É tudo forjado", disse Luciano Alvarez. Já Tolentino de Nóbrega não quis comentar "assuntos internos do jornal". Mas o DN verificou a autenticidade da correspondência junto de um dos envolvidos (ver nota da direcção).
Nesse e-mail de 23 de Abril de 2008, Alvarez refere-se ao assunto - que prefere tratar via net porque "nem os homens do Presidente da República arriscam a falar por telefone" - como a possível bomba atómica, se a história for confirmada. Admitindo que tudo não passe de "paranóia dos do PR e do Lima", faz questão de frisar que "não deixa de ser grave que o PR pense isto e que ande a passar informação ao Público, manifestando grande vontade da história vir a público." Desde que o diário dirigido por José Manuel Fernandes divulgou o caso, o que só aconteceu em Agosto deste ano, 17 meses depois, não houve qualquer desmentido da Presidência da República. Nem depois de Francisco Louçã, líder do Bloco de Esquerda, ter dito na reportagem da SIC "Como nunca os viu" que a fonte das escutas é Fernando Lima (ver pág. 3). Dos envolvidos nas alegadas escutas, só Sócrates comentou o assunto, para o classificar de "disparate de Verão".
Tolentino de Nóbrega respondeu ao mail de Alvarez a 5 de Maio de 2008. Nessa mensagem deita por terra as desconfianças de Belém: "Conforme disse em contacto telefónico, feito na semana passada, julgo que tudo isto não passa, como admitiste, de paranóia do PR & Lima". O correspondente no Funchal descreve, depois, exaustivamente, os passos que deu para tentar confirmar a que título e como Rui Paulo de Figueiredo esteve presente nas cerimónias da visita do Presidente da República à região autónoma.Quase um ano e meio depois, o jornal publica a manchete a dar conta das alegadas escutas por parte do gabinete de Sócrates a Belém, sustentando, um dia depois, notícia da véspera com as suspeitas à volta da presença de Rui Paulo de Figueiredo no Funchal. No último domingo, o assunto foi tema de um artigo crítico do Provedor dos Leitores do 'Público', Joaquim Vieira, no qual se ficou a saber, pela primeira vez, que Tolentino de Nóbrega tinha informado o editor do jornal que não conseguira confirmar qualquer das informações, inclusive num contacto pessoal com o assessor de Sócrates. Nesse artigo, Vieira anuncia voltar ao caso este fim-de-semana. O assunto está também nas mãos do Conselho Editorial do diário.
O DN tentou ontem, ao longo do dia, o contacto com o director do 'Público', José Manuel Fernandes, bem como com o assessor de imprensa do Presidente, Fernando Lima, mas nenhum respondeu aos nossos contactos.
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A FALTA DE PROFISSIONALISMO DO PÚBLICO
Não tenhamos dúvidas.... NÃO houve escutas telefónicas nenhumas ao gabinete do Presidente da República. É evidente que se tal fosse o caso o Presidente da República teria uma atitude a tomar em relação a isso. ( estamos a falar de CAVACO SILVA, lembram-se?).
Esta foi uma história fabricada. Foi uma história que saiu para a opinião pública de forma irresponsável, de forma precipitada, de forma mal-feita.
Somos um povo de gente histérica. Neste país bastam um jornalista e um informador anónimo para se fazer a folha a alguém. É um vício de provinciano que ainda temos, um vício do bufo da aldeia ou do "queixinhas". Não tenhamos dúvidas disso.
Não sei se o Público está envolvido propositadamente nesta tentativa de denegrir o executivo socialista. Não tenho a certeza disso, mas levanto as minhas dúvidas.
Mas, de uma coisa tenho a certeza, os jornalistas do Público foram irresponsáveis, foram imaturos, foram pouco profissionais.
Não é preciso ser-se jornalista para se ser capaz de entender que quando se trata de um informador pelo menos três coisas devem ser verificadas:
a) a parcialidade ou imparcialidade do informador
b) a época que se enquadra na informação transmitida
c) o impacto negativo ou positivo que ´terá a publicação da notícia.
Imaginemos que um vizinho quer mandar o outro preso. Chama um jornalista e diz que o seu vizinho o assaltou. Obviamente que o jornalista não deve submeter a notícia sem um trabalho de fundo mais bem realizado. Apenas um exemplo, acho que percebem o que quero dizer.
Ora o Público não demonstrou isso. Publicou a notícia sem verificar as três alíneas referidas anteriormente. Isso das duas uma, ou revela que têm uma "agenda" anti-Sócrates, ou que são jornalistas irresponsáveis e pouco profissionais.
Tire as suas próprias conclusões.
Pela minha parte, já escrevi um email de reclamação.
Um jornal que foi um dia o MEU jornal é hoje um jornal pelo qual tenho pouquíssimo respeito.
Esta foi uma história fabricada. Foi uma história que saiu para a opinião pública de forma irresponsável, de forma precipitada, de forma mal-feita.
Somos um povo de gente histérica. Neste país bastam um jornalista e um informador anónimo para se fazer a folha a alguém. É um vício de provinciano que ainda temos, um vício do bufo da aldeia ou do "queixinhas". Não tenhamos dúvidas disso.
Não sei se o Público está envolvido propositadamente nesta tentativa de denegrir o executivo socialista. Não tenho a certeza disso, mas levanto as minhas dúvidas.
Mas, de uma coisa tenho a certeza, os jornalistas do Público foram irresponsáveis, foram imaturos, foram pouco profissionais.
Não é preciso ser-se jornalista para se ser capaz de entender que quando se trata de um informador pelo menos três coisas devem ser verificadas:
a) a parcialidade ou imparcialidade do informador
b) a época que se enquadra na informação transmitida
c) o impacto negativo ou positivo que ´terá a publicação da notícia.
Imaginemos que um vizinho quer mandar o outro preso. Chama um jornalista e diz que o seu vizinho o assaltou. Obviamente que o jornalista não deve submeter a notícia sem um trabalho de fundo mais bem realizado. Apenas um exemplo, acho que percebem o que quero dizer.
Ora o Público não demonstrou isso. Publicou a notícia sem verificar as três alíneas referidas anteriormente. Isso das duas uma, ou revela que têm uma "agenda" anti-Sócrates, ou que são jornalistas irresponsáveis e pouco profissionais.
Tire as suas próprias conclusões.
Pela minha parte, já escrevi um email de reclamação.
Um jornal que foi um dia o MEU jornal é hoje um jornal pelo qual tenho pouquíssimo respeito.
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O PUBLICO JÁ ASSUMIU A SUA CAMPANHA
Palavras para quê?
O Público assume, com o escândalo em torno da encomenda de notícias, e agora com esta notícia, claramente tendenciosa, que quer mesmo tirar o Sócrates do poder.
O título é tendencioso, e contradiz até o resto do texto...
PÚBLICO NUNCA MAIS!
O Público assume, com o escândalo em torno da encomenda de notícias, e agora com esta notícia, claramente tendenciosa, que quer mesmo tirar o Sócrates do poder.
O título é tendencioso, e contradiz até o resto do texto...
PÚBLICO NUNCA MAIS!
ENCOMENDARAM OU NÃO ENCOMENDARAM A NOTÍCIA AO PÚBLICO?
Como é que é Público? Como é que é, jornalistas? Já chegaram a este ponto de serem um jornal propagandístico de campanha?
Eu, e muitos outros leitores assíduos do Público exigimos respostas!!! Não notícias tendenciosas e insidiosas!
a pergunta é simples: ENCOMENDARAM OU NÃO ENCOMENDARAM A NOTÍCIA AO PUBLICO?
Respondam! Basta de insinuações!
Eu, e muitos outros leitores assíduos do Público exigimos respostas!!! Não notícias tendenciosas e insidiosas!
a pergunta é simples: ENCOMENDARAM OU NÃO ENCOMENDARAM A NOTÍCIA AO PUBLICO?
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Ana Gomes, o PS e o BE
Ana Gomes numa entrevista à Rádio Clube veio defender uma possível aliança com o BE para governar o país.
Apesar de não esconder uma certa simpatia por algumas políticas preconizadas pelo Bloco de Esquerda, muitas das medidas que defendem vão contra aquilo que eu acredito para o país.. não vou explanar, mas talvez o faça noutro post no futuro.
Esta aliança poderia ter vantagens e desvantagens que não vou discutir aqui também...
O problema principal neste momento é o tipo de discurso de fractura preconizado por Francisco Louçã, que muitas vezes prefere atacar o executivo de José Sócrates , esquecendo-se que a alternativa à direita será muito pior em todas as frentes para Portugal, o que é uma coisa que nunca compreendi!
Engraçado de reparar também é a forma como os partidos de direita etão a utilizar esta notícia como "arma de campanha" - tentando causar "medo" nos portugueses, ao associar o BE a um radicalismo que este não tem (apesar de ter algum) - tipo como quando se dizia que os comunistas comiam criancinhas e coisas do género. É um tipo de discurso tão pequenino, tão demagógico e populista que nem merece mais nenhum comentário. O problema do PSD e do CDS-PP é que sempre menosprezaram a inteligência do nosso povo e acham que nos podem manipular assim.
Apesar de não esconder uma certa simpatia por algumas políticas preconizadas pelo Bloco de Esquerda, muitas das medidas que defendem vão contra aquilo que eu acredito para o país.. não vou explanar, mas talvez o faça noutro post no futuro.
Esta aliança poderia ter vantagens e desvantagens que não vou discutir aqui também...
O problema principal neste momento é o tipo de discurso de fractura preconizado por Francisco Louçã, que muitas vezes prefere atacar o executivo de José Sócrates , esquecendo-se que a alternativa à direita será muito pior em todas as frentes para Portugal, o que é uma coisa que nunca compreendi!
Engraçado de reparar também é a forma como os partidos de direita etão a utilizar esta notícia como "arma de campanha" - tentando causar "medo" nos portugueses, ao associar o BE a um radicalismo que este não tem (apesar de ter algum) - tipo como quando se dizia que os comunistas comiam criancinhas e coisas do género. É um tipo de discurso tão pequenino, tão demagógico e populista que nem merece mais nenhum comentário. O problema do PSD e do CDS-PP é que sempre menosprezaram a inteligência do nosso povo e acham que nos podem manipular assim.
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PS
José Miguel Júdice é da minoria silenciosa.

Num artigo de opinião do Público, José Miguel Júdice assume que vai votar PS:
Tudo medido, e nesse pressuposto, vou dar o meu voto ao PS - pela primeira vez em eleições legislativas
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